A VIDA DE SACOLEIRO
CORDEL DE AUTORIA DE VICENTE DE PAULA
Literatura de cordel de Autoria de: Vicente de Paula
Com: 16 Estrofes e 96 Versos no modelo sextilha.
Escrito em Setembro de 2008
Estrofe de seis versos de sete sílabas,
com o segundo, o quarto e o sexto rimados;
verso de seis pés, colcheia, repente.
No Brasil tem muito
Camelô e sacoleiros
Todos trabalhando
Para ganhar Dinheiro
Porque falta emprego
Para os Brasileiros
Faltando emprego
Publico ou particular
O cidadão honesto
Precisa trabalhar
Torna-se sacoleiro
Para o dinheiro ganhar
Para o dinheiro ganhar
Do Brasil ela sai
Para comprar mercadorias
Seu destino é o Paraguai
Quando da sorte
Na mão da federal ele não cai
Vai para o Paraguai
Sempre em uma excurção
Quando vai leva dinheiro
Não dorme com medo do ladrão
Quando volta também não dorme
Com medo da fiscalização
Chega a Foz do Iguaçu
Em hotel fica Hospedado
Atravessa a ponte da amizade
Do rio Paraná afamado
Para pegar mercadorias
Atravessa do outro lado
Troca o Real pelo Dólar
Porque o guarani é desvalorizado
Na hora da compra fica esperto
Para não ser enrolado
Todo cuidado é pouco
Muitos já foram tapeado
Na cidade Del Leste
Ele compra sem parar
Quando está tudo comprado
O problema é atravessar
Ai ele contrata um mula
E do outro lado vem esperar
O mula entrega as mercadorias
E Recebe o seu dinheiro
Volta para o Paraguai
Para atender outro sacoleiro
Eles não se cansam
Porque fazem isto o dia inteiro
À noite ele não quase não dorme
Fica com grande aflição
Pensando nas barreiras
Do mosqueiro e do barracão
Bem cedo ele acorda
E faz a sua oração
Arruma as suas tralhas
E coloca no bagageiro
O ônibus sai a toda
Porque o motorista é estradeiro
O guia diz façam oração
Para N. Senhora do sacoleiro
Passa o primeiro Posto
Ele se sente aliviado
Mas o medo continua
De no outro ser parado
Quando passa no segundo
Ele fica descansado
Fica descansado
Mas não para de pensar
Que pode ser parado
Em outro lugar
E a Policia Federal
Suas coisas tomar
Conheço um sacoleiro
Que é muito corajoso
Foi pego na estrada
E perdeu o despojo
De lá mesmo ele voltou
Para comprar tudo de novo
Tem sacoleiro
Que viaja diariamente
Já acostumou
Pra ele é indiferente
Quando ele perde tudo
Volta novamente
A Policia Federal gosta
De arrochar o cidadão
Humilha o coitado
E faz judiação
Toma as mercadorias
E faz autuação
Autua o sacoleiro
Na lei do contrabando
O coitado responde
Como se fosse malandro
A Policia esquece
Que sacoleiro é um anjo
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